Protocolo de Concussão

De Gurias Gremistas
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Protocolo de Concussão

O Protocolo de Concussão da CBF foi inicialmente utilizado nas Séries A e B do Campeonato Brasileiro masculino em 2024, e, a partir de 2025, a regra é válida para todos os torneios organizados pela entidade.

O protocolo estabelece uma substituição extra caso um(a) jogador(a) sofra uma concussão devido a um choque na cabeça. Caso necessário, o médico da equipe, que é o único responsável por diagnosticar a lesão, deverá informar a arbitragem utilizando um cartão vermelho. A substituição extra prevista no protocolo só pode ser utilizada uma vez por cada time que está em campo.

Após a partida, o cartão será devolvido ao médico do time, que preencherá um questionário detalhando os sintomas observados e o tratamento aplicado ao jogador. Um relatório sobre a evolução do quadro do(a) atleta, incluindo o protocolo de retorno e a data prevista para o próximo jogo, será enviado à Comissão Médica da CBF, que realizará a verificação para garantir que todos os procedimentos foram seguidos corretamente.

Pós-lesão: o que o jogador deve passar para ser liberado?

Para que o jogador seja liberado para a partida, é preciso que a CBF analise todo o processo de intervenção passado. O presidente da CMCD detalhou como ocorre essa intervenção da Confederação.

— Avaliamos o protocolo utilizado, as imagens obtidas pelo VAR de cada caso, o preenchimento do questionário, relatório da programação de retorno, que existem várias fases, e relatório final com data da provável escalação para a partida oficial. Tudo tem que ser cumprido [para ser liberado para jogo] - explicou Dr. Jorge Pagura.

Por que esse protocolo é importante?

O protocolo de concussão foi instaurado pela CBF para dar mais segurança ao atleta, já que o trauma de crânio é a segunda lesão em ocorrência no futebol, alerta o Dr. Jorge Pagura. Segundo um estudo publicado na revista The Lancet Public Health em 2023, atletas de futebol de elite apresentam 1,5 vezes mais chances de desenvolver doenças neurodegenerativas em comparação ao restante da população.

Segundo Rodrigo Brochetto, coordenador médico do Botafogo (RJ), os danos para os jogadores podem se alastrar caso o problema não seja tratado da maneira correta, levando a pioras significativas do quadro.

— Atletas que sofrem concessões sucessivas e que, principalmente não fazem o tratamento adequado, tem um maior risco de apresentar no futuro uma doença chamada Encefalopatia Traumática Crônica, que causa uma degeneração progressiva, levando a alteração de comportamento (agressividade) e demência - disse ele.

Imagens

Protocolo de Concussão CBF - Questionário Protocolo de Concussão CBF - Sinais de Concussão

Fonte: Gazeta Esportiva e O Globo